Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei.No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei. No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar... Martin Niemöller, 1933

domingo, 19 de maio de 2013

Lei gerais das religiões



Senado vai discutir Lei Geral das Religiões na próxima quinta-feira



A Comissão de Assuntos Sociais do Senado vai realizar na próxima quinta-feira (23), às 9h, uma audiência pública para discutir a Lei Geral das Religiões. O projeto estende direitos da Igreja Católica para as outras religiões no Brasil, como os direitos e garantias fundamentais ao livre exercício da crença e dos cultos religiosos. Além disso, as outras religiões também poderão ter representações nas capelanias das Forças Armadas, criação e administração de universidades e prestação de serviços em hospitais e entidades de assistência social. Foram convidados para a audiência pública o presidente da Conferência Nacional dos Bispas do Brasil (CNBB), Raymundo Damasceno Assis; o presidente da União Nacional das Entidades Islâmicas, Mohamad El Bacha; e o presidente da Federação Espírita Brasileira, Antonio Cesar Perri de Carvalho. 

(Fonte: site do Claudio Humberto)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Marina amarela?

 

Marina Silva amarela em questão de “casamento” gay cobrada por Jean Wyllys

Julio Severo
A eleição presidencial de 2014 nem começou, e os embates políticos estão pegando fogo. Vários sites noticiosos, inclusive o Portal RIUS, destacaram o apoio velado de Marina Silva ao chamado “casamento” gay no último final de semana.
Tudo começou quando Marina, que é a fundadora do Rede Sustentabilidade, não gostou de uma tuitada do deputado federal Jean Wyllys, do PSOL do Rio. Na mensagem de Twitter, o deputado supremacista gay acusou-a de ser a favor de um plebiscito para o povo decidir a união civil gay no Brasil.
Wyllys também a acusou de “velho conservadorismo”. Marina, que detesta ser chamada de “conservadora”, disparou: “Eu sou a favor que todos os brasileiros tenham os mesmos direitos. Essa questão não demanda plebiscito”.
Para não deixar nenhuma dúvida, em nota pública o Rede Sustentabilidade explicou: “Em nenhum momento Marina defendeu a realização de plebiscito sobre o casamento homoafetivo”.
“Homoafetivo” uma ova! Esse tipo de relação é simplesmente homoerótica. Homoafetividade é a relação normal de amizade e afeto entre um pai e seu filho e um homem e seu amigo, conforme mostra meu artigo “Sou Homoafetivo”.
Apesar da posição confundindo “homoafetividade” com homoerotismo, a ex-militante do PV, que luta para consolidar o Rede Sustentabilidade e se lançar candidata presidencial em 2014, aposta numa imagem “pró-vida”, torcendo para que o público se esqueça de que em 2010 ela foi criticada pelo movimento pró-vida por ter condenado a onda conservadora contrária ao aborto e ao homossexualismo que se levantou na eleição presidencial daquele ano.
O problema desta semana surgiu quando ela foi criticada por defender a realização de plebiscitos populares para decidir a regulamentação da utilização de drogas como a maconha e até para decidir o aborto — posição não diferente de alguns setores evangélicos. Foi aí que Jean Wyllys entrou na briga, afirmando que o novo partido de Marina faria um plebiscito sobre “casamento gay”.
Para o socialista gay, a socialista verde deixou claro: A questão do “casamento” gay não pode ser decidida em plebiscito.
Wyllys pode, pois, descansar tranquilo. Marina não negocia valores para ela inegociáveis, inclusive meio-ambiente e “casamento” gay. Podem colocar em plebiscito aborto e drogas, mas aquelas duas questões sagradas, jamais.
Não sei o que mais pesa nesses valores. O passado dela como militante comunista, ou seus conselheiros espirituais: o ex-católico Leonardo Boff e o ex-presbiteriano Caio Fábio.
Seja como for, a imagem “pró-vida” não cai bem nela. O título de “conservadora” (alguém que se opõe à cultura da morte em sua totalidade) lhe cai muito pior, pois o histórico dela nada tem a ver com conservadorismo.
Mesmo assim, os marqueteiros e estrategistas de Marina estão trabalhando duro para vender a imagem dela como “pró-vida” entre cristãos desavisados. E entre evangélicos, alguns líderes fazem questão de promover a imagem de uma Marina piedosa. Na eleição presidencial passada, a líder neopentecostal Valnice Milhomens tentou fazer propaganda dessa imagem no púlpito de uma igreja, mas foi cortada pelo Apóstolo Hudson Teixeira, um líder neopentecostal internacional, que pontuou que púlpito não era lugar para propaganda eleitoral gratuita.
Por que não usam nos púlpitos a imagem dela como militante comunista? Não. Preferem o quadro da Marina (supostamente) piedosa.
Ouvi dizer que ela estava, tempos atrás, dando aulas de escola dominical numa igreja Assembleia de Deus em Brasília. Se for da mesma denominação do bispo Manoel Ferreira, o amigo do Rev. Moon, não é de assustar ninguém. Mas se não for, o pastor dessa igreja deveria ter seu registro pastoral cassado e, como castigo, sentar no banco para ouvir o Evangelho.
Para Marina, deveriam dar a escolha: sentar no banco para conhecer o verdadeiro Evangelho, ou apodrecer no falso evangelho de Leonardo Boff e Caio Fábio. Mas desgraçadamente, para ela, a Teologia da Libertação é o único “evangelho” da vida dela, conforme documentado neste vídeo de Caio Fábio: http://youtu.be/CvyaYNI6dbo
Questões como “casamento” gay e aborto são, para os seguidores de Jesus Cristo, inegociáveis. Quer o nazismo ou o comunismo imponham esses valores estatais sobre a sociedade, a defesa do verdadeiro casamento e da vida é missão do cristão. Ele não defenderia o tal “casamento” gay, ou adoção de crianças por duplas gays, ou o aborto nem que isso lhe custasse a vida.
Evidentemente, os valores inegociáveis de um militante de ideologia marxista não são os mesmos valores inegociáveis de um seguidor de Jesus Cristo.
Se Jean Wyllys tivesse tido um confronto comigo ou outro cristão conservador, seria muito fácil responder: “Defendo o casamento normal e o ‘casamento’ gay é contra a família natural”.
De forma igual, é muito fácil dar uma resposta sobre pedofilia ou adoção de crianças por duplas gays.
É fácil e simples.
Simples porque o cristão não tem ideologias e mestres estranhos a quem agradar. Para o cristão verdadeiro, estando ele atuando na política ou não, só há um Mestre a quem servir. Na política, ele faz como Daniel e seus colegas Sadraque, Mesaque e Abednego: ele não se prostra diante dos ídolos estatais, ainda que se chamem aborto e “casamento” gay.
Entretanto, para Marina, não é tão simples assim. Apesar de sua fachada verde, ela nunca conseguiu ser menos vermelha do que cristã. E não dá para mudar isso da noite para o dia.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Os evangélicos e o ibope da Globo

Os evangélicos e o ibope da Globo

Julio Severo
De acordo com o AdNews, a Globo fechou 2012 com o pior ibope de sua história. Para quem queria entender a “bondosa” atitude da emissora de se aproximar de líderes e cantores evangélicos de destaque, a resposta é óbvia: melhorar o ibope.
AdNews deixou claro que todas as emissoras estão tendo queda de audiência. Um dos fatores, especialmente entre a geração mais jovem, só pode ser a internet, que ocupa na vida deles o mesmo espaço que a TV ocupa na geração mais velha.
Em anos mais recentes, a TV Globo vem sendo denunciada por sua patente hostilidade aos cristãos, e sua programação com tal discriminação anticristã não é poupada de críticas.
A tradição global de nudez e sexo nas novelas parece não incomodar tanto o seu antigo público evangélico quanto temas de espiritismo e anticristianismo.
Para estancar a perda desse público e de ibope, a Globo vem procurando amenizar suas posturas anticristãs, até mesmo patrocinando eventos de cantores evangélicos.
A última vez que se viu novela da Globo na casa dos meus pais foi em 1980. Depois, nunca mais. O motivo era óbvio: incompatibilidade total com o Cristianismo.
Se não excluímos a emissora imoral de nossos lares, sua programação abusiva de sexo e nudez extingue o senso moral de qualquer cristão.
O Titanic da sem-vergonhice televisiva foi longe demais — há muito tempo. O público evangélico parece enfim estar perdendo seu interesse e fidelidade ao monstro da safadeza.
Agora, só resta a Globo esmolar a ajuda dos cantores evangélicos.
Essa é uma excelente oportunidade para esses cantores mostrarem de quem de fato são servos.
Se cantarem por cantar ou apenas para ganhar a glória do mundo, poderão infelizmente terminar servindo a interesses ibopeiros e para impedir o Titanic global de ter seu merecido afundamento, depois de décadas infectando os lares brasileiros com seu veneno de depravação e violência.
Eles não deveriam esquecer que a Globo, como exemplo televisivo, encabeça impunemente violações aos direitos e integridade moral, psíquica e espiritual das crianças. O Titanic da depravação vem, juntamente com outras redes de televisão, abusando das crianças há décadas, sem que nenhuma lei o impeça.
A Globo engrandeceu Xuxa, o maior exemplo de erotização infantil do Brasil.
Os cantores cristãos precisam colocar os pés ali como se estivessem pisando o próprio inferno, com uma mentalidade de resgate de almas, não de glorificação da carne.
Eles não deveriam, é claro, imitar um rapper gospel que dançou com moças seminuas na Globo. Nem deveriam seguir o mau exemplo do Rev. Marcos Amaral, polêmico pastor presbiteriano que ao ser questionado sobre homossexualidade no programa Amor & Sexo, deu a resposta que a Globo queria ouvir.
Ganhar audiências é a meta da Globo.
Ganhar almas para Cristo é a meta do verdadeiro cristão.
A missão dos cantores cristãos não é glorificar o Golias global nem melhorar seu ibope. Sua missão é glorificar o Senhor Jesus e, enquanto o Titanic está começando a afundar, dar bom testemunho a fim de resgatar os que estão se afogando no escuro mar de sujeira global.